INESC TEC ajuda PME a dar o salto para a transformação digital
Quando o assunto é a transformação digital das Pequenas e Médias Empresas (PME), o risco é que a lista de questões, muitas vezes infindável, se torne um travão que impede o arranque: Por onde começar? Quanto vai custar? Quanto tempo leva para ver resultados? Vale a pena?
As respostas nem sempre estão ao alcance de todos e a pensar nisso, a Câmara Municipal de Matosinhos, a Matosinhos Invest e a AEP – Associação Empresarial de Portugal - promoveram um conjunto de iniciativas no âmbito da 4ª edição do Mês das Empresas. Ao INESC TEC coube dar as respostas e destravar as dificuldades num workshop que explorou a transformação digital e o impacto nas empresas.
A pertinência é, para Rui Rebelo, investigador do INESC TEC na área da Engenharia de Sistemas Empresariais, inegável. “A transformação digital tornou-se um fator decisivo para a competitividade das empresas e as PME enfrentam hoje desafios exigentes concorrência global, novos modelos de negócio, exigência de rapidez nas decisões e falta de recursos especializados”.
O caminho da teoria à prática pode, ainda assim, ser sinuoso e desmoralizante e, para combater isso, o workshop focou-se em ajudar as PME a compreender como a digitalização e a Inteligência Artificial podem aumentar eficiência, melhorar a tomada de decisão, abrir novos mercados e reforçar a resiliência das organizações
“O principal objetivo foi mostrar, de forma prática e realista, como começar o percurso da Transformação Digital”, explica o investigador.
Em Portugal, o retrato da digitalização há muito deixou de ser a preto e branco e Rui Rebelo adianta que “a maioria das empresas portuguesas já deu alguns passos na digitalização atingindo os primeiros níveis de maturidade digital, nomeadamente informatização e conectividade”. Apesar disso, muitas PME continuam longe de tirar partido pleno dos seus dados e das capacidades da IA e persistem “desafios importantes, como a falta de competências digitais, restrições de investimento e modelos de trabalho ainda pouco adaptados às novas tecnologias”, garante.
O workshop veio dar especial destaque a benefícios como a produtividade, o crescimento da empresa e o aumento da produtividade, mas também em como a tecnologia pode ajudá-las a reagir mais depressa e a tomar decisões informadas, recorrendo a dados, automação e ferramentas de IA.
Na verdade, há três ideias essenciais que o INESC TEC quis passar: “a transformação digital só funciona com estratégia; sem um roadmap claro, o investimento perde foco e impacto. A tecnologia deve servir as pessoas e não o contrário; competências, cultura e gestão da mudança são tão importantes como as ferramentas. As PME têm hoje uma oportunidade real de se tornarem mais ágeis, eficientes e preparadas para o futuro, aproveitando tecnologias que estão cada vez mais acessíveis”.
Mas se iniciativas deste género são ótimos catalisadores de mudança e inovação ao serviço das empresas, é também verdade que permitem ao INESC TEC “aproximar-se das empresas, compreendendo melhor os seus desafios reais; partilhar conhecimento e resultados de investigação, transformando ciência em soluções de impacto; estimular novas parcerias, projetos de inovação e aplicações práticas de tecnologias emergentes e reforçar o seu papel enquanto entidade de interface entre academia, tecnologia e economia”, relembra Rui Rebelo.
No fundo, acredita, “estas iniciativas contribuem diretamente para a missão do INESC TEC de criar uma economia mais inteligente, sustentável e competitiva”.
Foto: Câmara Municipal de Matosinhos
