Projetos do INESC TEC para mitigação da pobreza energética em destaque no Prémio LIGAR 

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Dois projetos, um mesmo objetivo: usar a tecnologia e inovação para combater a pobreza energética. Os projetos Ecovale e Asprela+Sustentável, dos quais o INESC TEC é parceiro, concorreramà primeira edição do Prémio LIGAR – Energia para Todos, promovido pelo Observatório Nacional da Pobreza Energética (ONPE), e ficaram entre as dez candidaturas mais bem classificadas.  

  


Sabia que entre 699 mil e 1,7 milhões de pessoas vivem em situação de pobreza energética em Portugal?  Segundo dados da União Europeia, em 2023, Portugal registou a percentagem mais elevada de pobreza energética entre os Estados-membros da União Europeia. Neste contexto, o ONPE lançou um concurso com o objetivo de dar visibilidade a soluções concretas que combatem a pobreza energética em Portugal e reconhecer projetos que ligam tecnologia, inovação social e território.  

Num universo de cerca de 40 candidaturas, o projeto Asprela+Sustentável alcançou o 4.º lugar, tendo sido distinguido com uma Menção Honrosa, enquanto o Ecovale, projeto submetido pelo INESC TEC, ficou classificado em 7.º lugar. Estes resultados colocam ambos os projetos entre os mais relevantes da edição inaugural do prémio.  

O Asprela+Sustentável é um projeto de base territorial que visa promover a transição energética e a eficiência energética no polo da Asprela, no Porto. Desenvolvido pela AdEPorto – Agência de Energia do Porto -, em parceria com várias entidades, entre as quais o INESC TEC, o projeto aposta na criação de uma comunidade energética local, na monitorização de consumos, na produção de energia renovável e na capacitação de utilizadores e instituições. Ao articular tecnologia, planeamento urbano e envolvimento da comunidade académica e local, o Asprela+Sustentável procura otimizar consumos energéticos, reduzir emissões e custos, contribuindo simultaneamente para combater situações de vulnerabilidade energética num contexto urbano complexo.  

“O projeto evidenciou que a pobreza energética pode ser mitigada através de políticas públicas desenhadas em círculos virtuosos. Para além disso, demonstrou que a literacia energética e digital são veículos fundamentais para decisões energéticas esclarecidas, promovendo a confiança dos cidadãos mais vulneráveis, nos mecanismos de apoio existentes”, refere Alexandre Lucas, investigador do INESC TEC.

Já o Ecovale é um projeto liderado pela CEVE – Cooperativa Eléctrica do Vale d’Este -, com o apoio do INESC TEC, que coloca o foco na literacia energética, na eficiência energética e no envolvimento das comunidades e das escolas, dos municípios de Barcelos e Vila Nova de Famalicão.

“A pobreza energética é um desafio estrutural que exige respostas integradas, onde a ciência, a tecnologia e a proximidade às pessoas têm de andar de mãos dadas. O Ecovale trabalhou todas estas vertentes, apresentando resultados muito positivos”, adianta João Fontoura, investigador do INESC TEC.

O projeto promoveu uma abordagem próxima e inclusiva, através de diferentes ações de sensibilização para a vulnerabilidade energética e para a eficiência energética, como formações para adultos e crianças, uma plataforma de inovação, ou ainda clubes de energia nas escolas.  

Enquanto instituto de investigação, temos a responsabilidade de olhar para além da dimensão tecnológica e científica dos projetos. Trabalhar temas como a pobreza energética obriga-nos a pensar na investigação numa perspetiva mais societal, próxima das pessoas e dos seus problemas reais, com um foco na responsabilidade social.”, sublinha Ricardo Bessa, investigador do INESC TEC que lidera a investigação no domínio dos sistemas de energia no INESC TEC.  

  

Os investigadores mencionados na notícia têm vínculo ao INESC TEC.  

 

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